" ... Your sweet moonbeam, the smell of you in every single dream, I dream
I knew when we collided, you're the one I have decided who's one of my kind
....
Just in time, I'm so glad you have a one-track mind like me
You gave my life direction, a game show love connection we can't deny
I'm so obsessed, my heart is bound to beat right out of my untrimmed chest "
Gostava de ser boa nestes jogos sociais, a ler nas entrelinhas, a perceber as subtilezas dos olhares, a ler gestos , etc...mas so´ consigo fazer isso quando vejo filmes...e so´porque nesses momentos fazem close-ups e outras tecnicas que nos fazem olhar para aquilo que querem que se veja. De outra maneira, sou mesmo um burro a olhar para um palacio e ate´devem achar que me faço de ingenua. Errado, porque para uma pessoa como eu que tem uma "one track mind", como se diz, a ingenuidade nao e´um pre-requisito desejado...bem pelo contrario. Gosto da bagagem emocional que uma pessoa carrega. Da experiencia, ou melhor, das experiencias que se viveram.
Mas ha´quem aprecie a pureza, o guardar-se para determinada altura, seja a que nivel for. Eu, infelizmente, nao sou assim. Quando gosto, quero. Quando quero, tenho ganas e desejo que as coisas aconteçam. E e´uma tortura, uma verdadeira tortura, pois nao ha´nada mais duro que a necessidade de refrear desejos, vontades, quereres...
Um dia, provavelmente, vou ler este blogue e sorrir. Ou simplesmente pensar como fui tonta... nao, pensando bem, prefiro que seja um sorriso que me aflore ao rosto, em vez de um encolher de ombros, que venha ao menos um sentimento positivo ao fim de sei la´quanto tempo, para fazer esquecer a angustia, a sede de vida que sinto agora.
It's a brave new world...e´tudo tao diferente, tudo tao maior do que esperava...Ate´a conduzir na estrada, se em Portugal me angustiava ver caes, gatos e coelhos mortos nas bermas, aqui em roadkill vemos veados!!! Veados!!!! Coisas enormes que e´impossivel esquecer com um fechar de olhos arrepiado...para nao falar nas raposas...e eu que gosto tanto do Principezinho com a sua raposa...
Neste preciso momento, gostava de ter um manual, em que viesse tudo explicadinho... porque e´que sinto isto que sinto, quanto tempo vou levar ate´me ambientar, até aprender todas estas novas regras...Aprender a ganhar calo, a nao me deixar afectar pelas historias de vida dos pacientes, aprender a passar um dia inteiro sem ouvir musica!!! Como e´possivel?????? So´isso ja´facilitava tanto...mas nao, deve ser mais uma das diferenças culturais que tanto me chocam...Nao e´que as coisas sejam piores, muito pelo contrario, acho que tudo e´feito intencionalmente, para que ninguem se sinta magoado e se tenta agradar a todos. Mas sei la´, eu que me considero uma pessoa discreta e educada, aprendo que estou desenquadrada desta cultura, a cada dia, ha´um milhao de regras novas a aprender, desde respeitar linhas imaginarias de formalidade,de espaço pessoal, a moderar interjeiçoes.
Talvez nao estranhasse tanto se nao fosse tanta coisa nova a acontecer ao mesmo tempo. A mudança de comportamento dos miudos. Ter uma nova ama a tratar deles. O estado de saude da minha mae e todo o sofrimento que causa a quem a rodeia. O que um novo ambiente pode fazer por uma relação. A necessidade louca de termos um segundo carro e tentar imaginar quanto tempo vai levar ate´isso acontecer e o transtorno que causa essa falta. E tantas mais coisas que nem sequer quero enunciar por serem tao mesquinhas...
Acho que aquela coisa extraordinaria que tanto esperava, que tanto pedia, ate´ja´aconteceu, pois tive a oportunidade de mudar de vida, numa altura em que ja´nao o esperava. E com esta oportunidade, estou a conseguir voltar ao de cima, voltei a conseguir escrever depois de tanto tempo de bloqueio. Acredito que muitos escritores consigam usar as suas dores pessoais para as transformar em algo de belo. Comigo isso nao resulta. Quando estou magoada, enxovalhada, retraio-me, perco a energia que preciso, que consumo ao escrever. Para mim, escrever e´entregar, e´deitar ca´para fora aquilo que nao posso ou nao devo dizer. Aquilo que sonho, aquilo que imagino. Acabou o abuso. Foi preciso vir para aqui, para descobrir uma nova definiçao de abuso. Ao menos uma coisa em que a mudança de cultura foi benefica. Sei o que valho, sei o que tenho para dar aos outros, sei o que mereço receber. E vou fazer tudo isso acontecer.
"... you're the only one I'm dreaming of
You see, I can be myself now finally, in fact there's nothing I can't be..."
Wednesday, March 12, 2014
Friday, March 07, 2014
Gostava de saber se os cientistas, com tanta investigaçao e estudos de laboratorio, conseguiram ja' desvendar o que leva as pessoas a sentirem-se atraidas por alguem. A serio. E nao, nao estou a falar da atraccao de alguem que conheço pelo Jared Leto ....essa e' bem facil de explicar, o rapazinho tem uma cara linda para quem goste deles com ar assim imberbe, mesmo quando ja' passaram dos 40 anos. Adiante...O que e' a quimica que faz mexer qualquer coisa em nos, mesmo quando a pessoa que causa isso nao esta' nem ai para nos ou nao tem nada a ver fisica ou psicologicamente com outras pesoas com quem tenhamos namorado, etc.
Contudo, a atracçao existe. Alias, nao existe, consome!!! Domina o nosso dia se for preciso e faz-nos questionar como seria isto e aquilo. E e' claro, quando uma pessoa mais tenta agradar, e' quanto mais se enterra, com deslizes e saidas tao idiotas que nos fazem parecer a criatura mais tontinha na face da Terra...Se for preciso, dois minutos depois lembramo-nos de coisas fabulosas que podiam ter sido ditas e que nos teriam feito brilhar, mas nao, temos de viver com a mortificaçao de nos termos espalhado ao comprido com mais uma baboseira.
Sempre me inseri nesta categoria. De me espalhar ao comprido, claro esta... quanto a esta coisa da atracçao, em ultima analise, sempre foi a maneira de ser, de pensar, que me cativou. Mesmo que fossem lindos de morrer, se eram toscos, estupidos que nem portas, o interesse morria subitamente. Acompanhado de um luto imenso, claro esta'. Sofria pela perda de um " grande amor" e mais ainda por saber que eu propria tinha sido estupida que nem uma porta por ter gostado de alguem assim.
Sinceramente, quando pensava na minha vida questionava-me como sobrevivi 'a adolescencia e mesmo aos meus vintes e muitos anos.
Mas ultimamente dei-me conta que apesar de pensar que sim, nao mudei nada. Continuo a ser tal qual a Amelie de Montmartre, com as minhas fantasias e/ou anseios de ilusao e de misterio. Foi preciso mudar literalmente de vida para me voltar a encontrar, para voltar a sentir-me viva. A ideia que tenho 'e que nao sei bem como nem porque mas deixei-me acinzentar e deixei-me cair no mau habito de ser so uma das funcoes que assumi, fossem elas de Mae, esposa, etc ---o ETC tem muito que se lhe diga, eu sei... Fora de brincadeiras. Algo nesta nova vida me fez voltar 'a tona e sinto que voltei a respirar ar puro, ao fim de nao sei quantos anos enfiada num quarto sem luz e a cheirar a mofo. Ate' podia dizer a razao deste *retorno* mas nao ´e coisa que se diga assim por escrito, nem em voz alta aos quatro ventos. Nao, muito pelo contrario. Esta chama é mesmo preciosa e há de arder num fogo lento, para manter a incandescencia da paixao que sinto pela MINHA vida.
Contudo, a atracçao existe. Alias, nao existe, consome!!! Domina o nosso dia se for preciso e faz-nos questionar como seria isto e aquilo. E e' claro, quando uma pessoa mais tenta agradar, e' quanto mais se enterra, com deslizes e saidas tao idiotas que nos fazem parecer a criatura mais tontinha na face da Terra...Se for preciso, dois minutos depois lembramo-nos de coisas fabulosas que podiam ter sido ditas e que nos teriam feito brilhar, mas nao, temos de viver com a mortificaçao de nos termos espalhado ao comprido com mais uma baboseira.
Sempre me inseri nesta categoria. De me espalhar ao comprido, claro esta... quanto a esta coisa da atracçao, em ultima analise, sempre foi a maneira de ser, de pensar, que me cativou. Mesmo que fossem lindos de morrer, se eram toscos, estupidos que nem portas, o interesse morria subitamente. Acompanhado de um luto imenso, claro esta'. Sofria pela perda de um " grande amor" e mais ainda por saber que eu propria tinha sido estupida que nem uma porta por ter gostado de alguem assim.
Sinceramente, quando pensava na minha vida questionava-me como sobrevivi 'a adolescencia e mesmo aos meus vintes e muitos anos.
Mas ultimamente dei-me conta que apesar de pensar que sim, nao mudei nada. Continuo a ser tal qual a Amelie de Montmartre, com as minhas fantasias e/ou anseios de ilusao e de misterio. Foi preciso mudar literalmente de vida para me voltar a encontrar, para voltar a sentir-me viva. A ideia que tenho 'e que nao sei bem como nem porque mas deixei-me acinzentar e deixei-me cair no mau habito de ser so uma das funcoes que assumi, fossem elas de Mae, esposa, etc ---o ETC tem muito que se lhe diga, eu sei... Fora de brincadeiras. Algo nesta nova vida me fez voltar 'a tona e sinto que voltei a respirar ar puro, ao fim de nao sei quantos anos enfiada num quarto sem luz e a cheirar a mofo. Ate' podia dizer a razao deste *retorno* mas nao ´e coisa que se diga assim por escrito, nem em voz alta aos quatro ventos. Nao, muito pelo contrario. Esta chama é mesmo preciosa e há de arder num fogo lento, para manter a incandescencia da paixao que sinto pela MINHA vida.
Ontem salvei 2 bolbos de Amarylis. Soava melhor ter dito que tinha salvo 2 gatos de uma árvore ou 2 crianças de um edifício em chamas mas não, salvei 2 plantinhas. Como e porquê...? Pois, devia ter começado por aí...tenho-me dedicado à jardinagem...um amor antigo, que deu muito forte quando estava grávida do Pedro e teve de ser reprimido por não ser imune à toxoplasmose ... sim, eu sei, podia ter andado a mexer em plantas com luvas mas tendo em conta que o desejo de engravidar era tanto e levou tanto tempo , achei que seria uma quase ingratidão/irresponsabilidade tentar a minha sorte por uma coisa tão menos importante...mas o "bichinho" ficou lá...aliás, bastava olhar pelas janelas da cozinha, quarto e escritório , para o meu coração se compadecer daquela selva de pedra lá fora...
Depois de o Pedro nascer e eu me ter adaptado aos ritmos de mãe de primeira viagem, voltei a pensar em dedicar-me ao meu terraço...mas logo apareceu o Joãozinho para atrasar estes planos mais um pouco... :D Agora que a "fábrica" encerrou de vez, e o tempo tem estado tão convidativo, toca de meter mãos à obra...A primeira coisa que fiz foi arranjar umas flores tipo malmequeres para pôr na janela da sala, virada para a rua, para tentar tornar esta minha casa um lar, assim vista de fora, a convidar a uma visita... Já me arrependi um bocadinho da escolha das flores (são do género de se fechar mal deixam de estar expostas a sol directo) mas conto trocá-las brevemente e corrigir o "engano"...afinal de contas, sou uma absolute beginner nisto, não é...
Ontem, fui à Agriloja, passe a publicidade, mesmo aqui à mão de semear (eu sei, eu sei, a associação fácil é uma coisa foleira mas não resisti) para comprar um pau para segurar uma planta (aprendi já que se chama tutor) e dei por mim a ir à zona das sementes (opção mais barata para jardineiros pobres como eu) . Quando estou a fazer a minha busca por amores-perfeitos, hortênsias (que não encontrei), dou com uma flor pendurada nos racks. A sério. Um bolbo de Amarylis conseguiu furar a rede e desabrochou em grande estilo, apesar da falta de solo, de água e até de luz... e logo ao lado, outro bolbo nas mesmas condições, um pouco mais tímido ou deverei dizer menos bem sucedido, com um dos ramos dobrados sobre si mesmo, sem conseguir furar a rede. Ainda peguei nos sacos e os pus noutro lugar, a ver se os funcionários os resgatavam mas dei por mim a pensar que já deviam ter visto isto e simplesmente não fizeram nada.... E qualquer coisa em mim se identificou com estas plantas , ou melhor, com a situação delas...O conceito de desabrochar na adversidade, que tanto me encantava no teaser do filme Mulan, aplica-se à minha vida, provavelmente à vida de todos nós...
***E nao foi ontem que isto aconteceu, simplesmente quando voltei ao meu blogue hoje e' que reparei que nao tinha publicado esta *perola*...
Depois de o Pedro nascer e eu me ter adaptado aos ritmos de mãe de primeira viagem, voltei a pensar em dedicar-me ao meu terraço...mas logo apareceu o Joãozinho para atrasar estes planos mais um pouco... :D Agora que a "fábrica" encerrou de vez, e o tempo tem estado tão convidativo, toca de meter mãos à obra...A primeira coisa que fiz foi arranjar umas flores tipo malmequeres para pôr na janela da sala, virada para a rua, para tentar tornar esta minha casa um lar, assim vista de fora, a convidar a uma visita... Já me arrependi um bocadinho da escolha das flores (são do género de se fechar mal deixam de estar expostas a sol directo) mas conto trocá-las brevemente e corrigir o "engano"...afinal de contas, sou uma absolute beginner nisto, não é...
Ontem, fui à Agriloja, passe a publicidade, mesmo aqui à mão de semear (eu sei, eu sei, a associação fácil é uma coisa foleira mas não resisti) para comprar um pau para segurar uma planta (aprendi já que se chama tutor) e dei por mim a ir à zona das sementes (opção mais barata para jardineiros pobres como eu) . Quando estou a fazer a minha busca por amores-perfeitos, hortênsias (que não encontrei), dou com uma flor pendurada nos racks. A sério. Um bolbo de Amarylis conseguiu furar a rede e desabrochou em grande estilo, apesar da falta de solo, de água e até de luz... e logo ao lado, outro bolbo nas mesmas condições, um pouco mais tímido ou deverei dizer menos bem sucedido, com um dos ramos dobrados sobre si mesmo, sem conseguir furar a rede. Ainda peguei nos sacos e os pus noutro lugar, a ver se os funcionários os resgatavam mas dei por mim a pensar que já deviam ter visto isto e simplesmente não fizeram nada.... E qualquer coisa em mim se identificou com estas plantas , ou melhor, com a situação delas...O conceito de desabrochar na adversidade, que tanto me encantava no teaser do filme Mulan, aplica-se à minha vida, provavelmente à vida de todos nós...
***E nao foi ontem que isto aconteceu, simplesmente quando voltei ao meu blogue hoje e' que reparei que nao tinha publicado esta *perola*...
Thursday, October 07, 2010
Preciso da tua magia, da tua luz. Preciso voltar a acreditar em histórias de encantar, em acasos que nos levam ao nosso Destino. Quanto se perde de fantasia, de imaginação, de sonho, numa vida sem encanto, de rotinas que não matam mas moem e que nos fazem acinzentar a cada dia que passa.
E tu não estás...nem sequer sei quando vais voltar a estar e isso ainda me angustia mais. Porque sei que estranhamente a minha luz depende da tua e só contigo vamos encontrar o caminho de retorno. E a vida, esta vida cinzenta de que falo, teima em nos afastar cada vez mais, teima em tentar que nos esqueçamos da ligação que temos.
Não esqueço. Pode não servir de nada dizê-lo. Digo-o contudo. Para que as palavras ganhem poder, ganhem vida própria e descubram o caminho que eu não encontro, para chegar a ti, ao que eu era, ao que éramos.
Não esqueço, não esqueço mesmo.
E tu não estás...nem sequer sei quando vais voltar a estar e isso ainda me angustia mais. Porque sei que estranhamente a minha luz depende da tua e só contigo vamos encontrar o caminho de retorno. E a vida, esta vida cinzenta de que falo, teima em nos afastar cada vez mais, teima em tentar que nos esqueçamos da ligação que temos.
Não esqueço. Pode não servir de nada dizê-lo. Digo-o contudo. Para que as palavras ganhem poder, ganhem vida própria e descubram o caminho que eu não encontro, para chegar a ti, ao que eu era, ao que éramos.
Não esqueço, não esqueço mesmo.
Monday, June 16, 2008
Thursday, July 19, 2007
Gosto de flores, de grandes chuvadas, do cheiro a terra molhada...ah, o cheiro a terra molhada...gosto de ver um arco-íris, especialmente no Verão, quando é tão inedito ver um. Gosto do mar, gosto de estar ao pé do mar, até os meus olhos ficam mais azuis, só por causa disso...Gosto de comboios, de longas viagens de comboio e saber que tenho alguém à minha espera no cais. Gosto de ver o sorriso do meu padrinho, mal me vê sair do comboio e quando me abraça forte, forte, sinto que estou perto do céu. É quase como ter um pai outra vez. Gosto de estar com os meus primos, das nossas longas conversas pela noite, entre filmes e martinis e azeitonas e cachorros quentes e fotografias e memórias. Gosto das palavras que a minha madrinha me diz, em resposta a problemas de que nem sequer lhe falei e que ela parece adivinhar.
Gosto de músicas que me fazem lembrar alguém, algum momento, alguma memória que ficou para sempre cristalizada no meu pensamento. Gosto de certos cheiros, que me fazem recuar no tempo, que marcam um momento ou que me fazem desejar estar com alguém urgentemente, desesperadamente. Por mais longe que seja. Ou por mais impossível. Tanto faz.
Gosto dos meus amigos. Talvez porque tenho os melhores amigos do mundo. Pessoas com quem posso contar , em qualquer momento, que querem mesmo saber como estou quando me perguntam "Como estás?". Ou que nem sequer precisam de me perguntar porque basta olharem para a minha cara e sabem logo se estou bem ou mal. E que não importa há quanto tempo estivemos juntos, os seus sentimentos por mim nunca vão mudar e nunca se vão deixar de importar comigo, mesmo que se passem anos sem nos vermos. Que estão comigo nos momentos difíceis, como à porta de uma instituição no pico do Inverno. No velório do meu pai. Ou mesmo no dia do funeral. Que me perguntam se quero que me façam comida ou outra coisa qualquer. Que me abraçam com muita força quando choro. Que riem comigo quando estou estupidamente feliz. Que não ficam zangados da vida comigo quando digo que têm um riso de King-Kong. Que aprendem sueco comigo. Que vão para Estocolmo comigo e que não dormem enquanto não chego a casa. Que compram um outro bilhete para regressarem no mesmo avião que eu a Espanha.Que rezam por mim. Que me escrevem quando sabem que estou triste ou feliz ou mesmo sem terem razão nenhuma para escrever. Que partilham segredos comigo no escritório. Que dividem comigo as coisas que lhes dão porque não sabem se me vão dar a mim também. Que pensam sempre em mim. Sempre. Que me apoiam, que me dizem que os meus sonhos se vão tornar realidade mesmo quando até um cego vê que isso é impossível. Não faz mal. Sei que o fazem porque sabem que em certas alturas este meu coração fica do tamanho de uma ervilhinha e não consegue aguentar mais nenhuma tristeza.
Gosto da minha família. Gosto de me reconhecer ou ver em tudo o que faz, de ser tão parecida e, ao mesmo tempo, tão diferente de mim. Gosto quando posso fazer alguma coisa que lhe mostre o quanto é importante para mim. Assusta-me quando quer que ganhe asas para voar e que siga a minha vida , quando me quer recusar o conforto e segurança do ninho, quando acha que chegou a altura de eu partir. Não gosto que me censure quando não tomo conta da minha saúde ou faço alguma coisa mal e, ao mesmo tempo, é quando gosto mais dela. Gosto que me tenha ensinado a ser como sou, a ter valores , a pensar nos outros, a receber os outros no meu coração sem reservas. Gosto do amor que se sente na minha família, tão palpável que até quem nao é da família o sente.Gosto que a minha família me leve a tentar ser sempre melhor, a fazer melhor hoje do que fiz ontem e um bocadinho menos hoje do que farei amanhã. Gosto da minha família porque vai gostar sempre de mim, enquanto o mundo for mundo. Porque, tão certo como a noite seguir-se ao dia, irá ajudar-me a levantar quando eu tentar e falhar. E porque se vai sentar na primeira fila a aplaudir quando eu não falhar. E era tão bom que só houvesse momentos desses a partir de hoje para mim e para todos os que vivem no meu coração...
E oxalá eu consiga retribuir devidamente todo este amor que me sustém...Amo-vos a todos!!!!
Gosto de músicas que me fazem lembrar alguém, algum momento, alguma memória que ficou para sempre cristalizada no meu pensamento. Gosto de certos cheiros, que me fazem recuar no tempo, que marcam um momento ou que me fazem desejar estar com alguém urgentemente, desesperadamente. Por mais longe que seja. Ou por mais impossível. Tanto faz.
Gosto dos meus amigos. Talvez porque tenho os melhores amigos do mundo. Pessoas com quem posso contar , em qualquer momento, que querem mesmo saber como estou quando me perguntam "Como estás?". Ou que nem sequer precisam de me perguntar porque basta olharem para a minha cara e sabem logo se estou bem ou mal. E que não importa há quanto tempo estivemos juntos, os seus sentimentos por mim nunca vão mudar e nunca se vão deixar de importar comigo, mesmo que se passem anos sem nos vermos. Que estão comigo nos momentos difíceis, como à porta de uma instituição no pico do Inverno. No velório do meu pai. Ou mesmo no dia do funeral. Que me perguntam se quero que me façam comida ou outra coisa qualquer. Que me abraçam com muita força quando choro. Que riem comigo quando estou estupidamente feliz. Que não ficam zangados da vida comigo quando digo que têm um riso de King-Kong. Que aprendem sueco comigo. Que vão para Estocolmo comigo e que não dormem enquanto não chego a casa. Que compram um outro bilhete para regressarem no mesmo avião que eu a Espanha.Que rezam por mim. Que me escrevem quando sabem que estou triste ou feliz ou mesmo sem terem razão nenhuma para escrever. Que partilham segredos comigo no escritório. Que dividem comigo as coisas que lhes dão porque não sabem se me vão dar a mim também. Que pensam sempre em mim. Sempre. Que me apoiam, que me dizem que os meus sonhos se vão tornar realidade mesmo quando até um cego vê que isso é impossível. Não faz mal. Sei que o fazem porque sabem que em certas alturas este meu coração fica do tamanho de uma ervilhinha e não consegue aguentar mais nenhuma tristeza.
Gosto da minha família. Gosto de me reconhecer ou ver em tudo o que faz, de ser tão parecida e, ao mesmo tempo, tão diferente de mim. Gosto quando posso fazer alguma coisa que lhe mostre o quanto é importante para mim. Assusta-me quando quer que ganhe asas para voar e que siga a minha vida , quando me quer recusar o conforto e segurança do ninho, quando acha que chegou a altura de eu partir. Não gosto que me censure quando não tomo conta da minha saúde ou faço alguma coisa mal e, ao mesmo tempo, é quando gosto mais dela. Gosto que me tenha ensinado a ser como sou, a ter valores , a pensar nos outros, a receber os outros no meu coração sem reservas. Gosto do amor que se sente na minha família, tão palpável que até quem nao é da família o sente.Gosto que a minha família me leve a tentar ser sempre melhor, a fazer melhor hoje do que fiz ontem e um bocadinho menos hoje do que farei amanhã. Gosto da minha família porque vai gostar sempre de mim, enquanto o mundo for mundo. Porque, tão certo como a noite seguir-se ao dia, irá ajudar-me a levantar quando eu tentar e falhar. E porque se vai sentar na primeira fila a aplaudir quando eu não falhar. E era tão bom que só houvesse momentos desses a partir de hoje para mim e para todos os que vivem no meu coração...
E oxalá eu consiga retribuir devidamente todo este amor que me sustém...Amo-vos a todos!!!!
Tuesday, July 18, 2006
Esta distância que nos separa. Ou uma amizade que cresce a cada dia. As palavras que a alimentam. A magia de cada conversa. Há coisas que não podemos definir. Que tinham mesmo de acontecer, por estarem no nosso destino. O encontrarmo-nos com certas pessoas. O viver certas coisas que nos fazem mudar para sempre. O crescer a cada dia ou a cada nova pessoa que encontramos. O que damos aos outros de nós mesmos. Ou o que calamos fundo na alma, por não haver palavras suficientemente "grandes" onde caiba tanto sentimento.
Subscribe to:
Comments (Atom)
