Tuesday, June 13, 2006

"The Invitation

It doesn't interest me what you do for a living. I want to know what you ache for, and if you dare to dream of meeting you heart's longing.

It doesn't interest me how old you are.I want to know if you will risk looking like a fool for love, for your dream, for the adventure of being alive.

It doesn't interest me what planets are squaring your moon.I want to know if you have touched the center of your own sorrow, if you have been opened by life's betrayals or have become shriveled and closed from fear of further pain. I want to know if you can sit with pain, mine or your own, without moving to hide it or fade it or fix it.

I want to know if you can be with joy, mine or your own, if you can dance with wildness and let the ecstasy fill you to the tips of your fingers and toes without cautioning us to be careful, to be realistic, to remember the limitations of being human.

It doesn't interest me if the story you are telling me is true. I want to know if you can disappoint another to be true to yourself; if you can bear the accusation of betrayal and not betray your own soul; if you can be faithless and therefore trustworthy.

I want to know if you can see beauty, even when it's not pretty, every day, and if you can source your own life from its presence.

I want to know if you can live with failure, yours and mine, and still satnd on the edge of the lake and shout to the silver of the full moon, "Yes!"

It doesn't interest me to know where you live or how much money you have. I want to know if you can get up, after the night of grief and despair, weary and bruised to the bone, and do what needs to be done to feed the children.

It doesn't interest me who you know or how you came to be here.I want to know if you will stand in the center of the fire with me and not shrink back.

It doesn't interest me where or what or with whom you have studied. I want to know what sustains you, from the inside, when all else falls away.

I want to know if you can be alone with yourself and if you truly like the company you keep in the empty moments.


Oriah Mountain Dreamer"

Monday, June 12, 2006

O outro lado do coração ---

Deixar-me seguir num sentimento, sem pensar no amanhã, no que vai ser depois. Se a vida é tão curta como dizem, como a adivinho, porque não gozá-la? Por quê esta preocupação constante com o pensar se é certo , se parece mal ou bem?
A pouco e pouco, aprender a libertar-me...a saber partir, a saber deixar de me entregar tanto aos outros e tão pouco a mim própria...

Sunday, June 11, 2006


 Das poucas vezes em que achei que um questionario de Internet acertou...

"What kind of eyes do you have?

You have eden eyes. Eden is the color of water. Your eyes symbolize your great flexibility. You are a creative person. You can think of many good ways to get your point across to people as you have very good communication abilities. When someone feels down or is hurt, you have the remarkable ability to help them and heal them. If you have too little going on in your life, you may be withdrawn and depressed, timid, manipulative, unreliable, stubborn, or suspicious. Some words to describe you: peaceful, sincere, affectionate, tranquil, intuitive, trustworthy, pure, loyal, healing, and stable."
"Olha, já não aguento mais. É só o que te digo. É tudo uma chatice." -- e eu ali, a ouvir, sem saber o que dizer, quando o avançado das horas já não me deixa responder aos seus desabafos com alguma coerência. Será que, se lhe disser que, o que me chateia de morte é a sua conversa, ela se chateia e se vai embora? Isso seria bom demais para ser verdade...e, provavelmente nem se ia embora e ainda acrescentava mais umas odes à sua elegia do quão infeliz é...mas que rica maneira de passar um sábado à noite, digo eu...a aturar tipas com os copos...ainda por cima nem é minha amiga, está com os meus amigos e nem sei bem porquê achou que eu tinha cara de confessora. O que me vale é o Nuno, que já me conhece de outros Carnavais, que vê bem que eu já estou pelos cabelos com esta tipa e me chama para irmos lá fora. Caneco...Mas quem é que trouxe esta carpideira dos copos ? Não há paciência para estas lamúrias...Nem me digas nada, ela é prima de um amigo meu e encontrou-me à saída do restaurante e colou-se a nós...e desatamos a rir...só a ele para acontecer uma destas...ou a mim. Qualquer um de nós é incapaz de virar as costas a alguém , mesmo quando não nos apetece nada estar ali...
E ele puxa de um cigarro e pergunta-me o que tenho...sei lá o que tenho, Nuno. Sei o que não tenho. Sei que ainda não sei as respostas todas, que ainda não decidi o que quero fazer da minha vida. Que viver neste limbo me mata. Que estou um bocado farta de tudo. E que, se calhar, até é bom acontecer isso. Porque assim, não tenho tanto a perder , quando me lembrar de mandar tudo às urtigas e me for embora. Porque vou. Só não sei é quando, que este processo do green card está a demorar horrores e eu para aqui farta de esperar. Se isto tivesse sido em Novembro, era tão fácil...aliás, quando estou nos Estados Unidos não há sequer dúvidas. O problema é voltar, é adaptar-me a esta vida...
E depois de me ouvir a mim a carpir esta angústia ( acho que aquela tipa me pegou a sua sarna) ele diz-me que tenho de aprender a ouvir a minha alma cigana. Whatever that means. Que se dane, vou mas é perguntar-lhe o que é que ele quer dizer com isso. E ele diz, aliás, explica-me com laranjas , a sua teoria...que só me entrego de alma e coração a tudo aquilo que faço, seja no trabalho, na família, nas amizades, para esconder o vazio de não me entregar de alma e coração a mim própria, aos meus desejos...Onde é que está a minha amiga que sonhava em ter uma vida diferente destes dias cinzentos de toda a gente? Aquele espírito livre que sonhava com uma vida tão diferente da do resto das pessoas? A amiga com quem me identifiquei desde o primeiro dia em que a conheci? Anda aí, enterrada em trabalho até às orelhas , para não se poder expressar, para não levantar ondas, para não estragar os planos a muita gente. É o que acontece, quando nos entregamos totalmente a quem amamos, criamos demasiadas expectativas e acabamos muitas vezes a anular-nos a nós próprios. Porque os outros acabam a depender de nós, mesmo quando não precisam de o fazer...
E eu a querer dizer-lhe que não é bem assim mas não encontro um meio de refutar a sua teoria sem parecer uma criança que se recusa a enfrentar a verdade por ser demasiado dura. E ele diz-me, não faz mal, minha linda. Tu és mesmo assim, faz parte da tua natureza procurares o caminho certo da maneira errada...Então olho para ele e pergunto-lhe em que é que ele difere de mim...E ele diz : Em nada!!!...olha para mim, era um rebelde, agora sou um auditor! E desatamos os 2 à gargalhada, bem alto, a soltar a alma...Os outros acham que já passámos da conta e nem sequer bebemos nada...Um dia destes, Nuno, um dia destes, fugimos os 2. Deixamos as nossas secretárias muito arrumadinhas, as pastas e os arquivos todos orientados e batemos a porta.
E se assim for, oxalá nos encontremos em algum caminho, errado ou não, desta vida. Porque irei sempre precisar dos teus abraços de urso, dos teus comentários desabridos sobre tudo e todos. E tu vais precisar sempre deste misto de voz da consciência e diabinho que te leva a re-pensar tudo o que fazes e sentes. E ambos vamos sentir a falta destas nossas conversas até ao nascer do sol...
"If you can trust yourself when all men doubt you,
But make allowance for their doubting too;
(...) Or being lied about, don't deal in lies,
(...)If you can bear to hear the truth you've spoken
Twisted by knaves to make a trap for fools(...)"

Escreve. Escreve. Continua a escrever. Mistura mentiras com verdades. Conheço bem quem faça isso. Faz o que quiseres. O blog é teu, a fantasia é tua. Até podes citar o meu nome. Que me importa? Eu sei o que sou. Sei o que valho. Sei (agora) que não és quem eu penso. Deixá-lo...o que eu sinto ou penso sobre ti também não tem importância nenhuma para a tua vida. E é mesmo assim que tem de ser. Segue cada um o seu caminho, conhecendo-se a si próprio, a pensar que conhece os outros. Até ao momento em que as máscaras caem e ficamos a saber se gostamos do que vemos ou não.
A única coisa que me alegra é saber que, se voltasse atrás, fazia tudo o que fiz até agora...da mesma maneira...porque a dádiva foi verdadeira. Com ou sem inocência. Aliás, nesta estória, gostava mesmo de saber quem é que foi inocente...

O amor é uma ave a tremer nas mãos de uma criança.
Serve-se de palavras por ignorar que as manhãs mais limpas não têm voz.

Eugénio de Andrade


A minha irmã encontrou um pardal e agora estou a tomar conta dele. Ainda não tem tantas penas como este da fotogafia e espero mesmo que chegue a esta fase. É tão difícil tomar conta de um pássaro bébé...
Por outro lado, há coisas que nos seduzem irremediavelmente, para além de todas as dificuldades...Bastou um dia comigo para reconhecer a minha voz e responder quando o chamo...Ou o querer dormir na minha mão o dia todo...A minha irmã diz que ele já sabe quem é a mãe...Pois, mas aqui esta "mãe" ainda tem de recorrer à Internet para descobrir como se faz a papa para ele (com comida de cão ou gato à base de carne, ovo cozido, molho de maçã e cálcio) e confesso que desespero quando não abre a boca para ser alimentado...A ver...prefiro não guardar esperanças e ir vivendo cada dia que me for dado com ele.
Fico é grata por estar de férias, senão não me seria possível manter este ritmo das refeições de hora a hora, ou mesmo estar com ele...como em tudo, até para salvar um passarinho, o timing é tudo nesta vida...

Saturday, June 10, 2006

Perguntas-me de que gosto. De tanta coisa, digo eu. De livros, de velas, de música, da lua...Ah, até tu já sabes o quanto eu gosto da lua... Gosto de pirilampos e da magia com que enchem a noite. Gosto de borboletas e das suas danças de cor. De joaninhas com a sua promessa de uma boa nova. Do arco-íris ou da paz que me faz sentir. De estrelas. De estar numa praia a olhar para as estrelas. Da estrela cadente que invocaste. De uma longa viagem em que te deixas dormir e eu posso ir olhando para ti, assim, de vez em quando, sem que o saibas. Acima de tudo, gosto de ti, sem saber bem como cheguei aqui e o que fazer de tudo isto. Gosto do teu sorriso. Gosto do teu cabelo macio e do toque da tua pele. Da tua voz e como me arrepio quando cantas. Gosto das nossas longas conversas pela noite fora. Das conversas sérias e das nossas suposições idiotas...Gosto do pôr-do-sol na praia. Quer lá estejas a vê-lo comigo, quer não. Posso sempre imaginar-te a meu lado, já que és mesmo a minha melhor companhia. Gosto de sentir que, desde que te conheci, que não me sinto sempre tão sozinha. E gostava ainda mais de não ter vergonha de te ligar, de te convidar para isto ou para aquilo ou mesmo para coisa nenhuma. Gosto dos meus amigos e de como me fazem sentir amada. Gosto de me preocupar com eles a todo o instante. Gosto dos meus gatos e de como se entregam às minhas carícias. Fossem todas as pessoas assim...ou melhor, todas as pessoas não, só mesmo tu...E gosto muito de pensar que um dia destes, se me perguntares outra vez de que gosto, pode ser, pode ser mesmo que tenha a coragem de dizer: Gosto de ti!!!

Saturday, June 03, 2006

“If I do not want what you want, please try not to tell me that my want is wrong.
Or if I believe other than you, at least pause before you correct my view.
Or if my emotion is less than yours, or more, given the same circumstances, try not to ask me to feel more strongly or weakly.
Or yet if I act, or fail to act, in the manner of your design for action, let me be.
I do not, for the moment at least, ask you to understand me. That will come only when you are willing to give up changing me into a copy of you.
I may be your spouse, your parent, your offspring, your friend, or your colleague. If you will allow me any of my own wants, or emotions, or beliefs, or actions, then you open yourself, so that some day these ways of mine might not seem so wrong, and might finally appear to you as right -- for me. To put up with me is the first step to understanding me. Not that you embrace my ways as right for you, but that you are no longer irritated or disappointed with me for my seeming waywardness. And in understanding me you might come to prize my differences from you, and, far from seeking to change me, preserve and even nurture those differences. “

David Keirsey