Thursday, July 19, 2007

Gosto de flores, de grandes chuvadas, do cheiro a terra molhada...ah, o cheiro a terra molhada...gosto de ver um arco-íris, especialmente no Verão, quando é tão inedito ver um. Gosto do mar, gosto de estar ao pé do mar, até os meus olhos ficam mais azuis, só por causa disso...Gosto de comboios, de longas viagens de comboio e saber que tenho alguém à minha espera no cais. Gosto de ver o sorriso do meu padrinho, mal me vê sair do comboio e quando me abraça forte, forte, sinto que estou perto do céu. É quase como ter um pai outra vez. Gosto de estar com os meus primos, das nossas longas conversas pela noite, entre filmes e martinis e azeitonas e cachorros quentes e fotografias e memórias. Gosto das palavras que a minha madrinha me diz, em resposta a problemas de que nem sequer lhe falei e que ela parece adivinhar.

Gosto de músicas que me fazem lembrar alguém, algum momento, alguma memória que ficou para sempre cristalizada no meu pensamento. Gosto de certos cheiros, que me fazem recuar no tempo, que marcam um momento ou que me fazem desejar estar com alguém urgentemente, desesperadamente. Por mais longe que seja. Ou por mais impossível. Tanto faz.

Gosto dos meus amigos. Talvez porque tenho os melhores amigos do mundo. Pessoas com quem posso contar , em qualquer momento, que querem mesmo saber como estou quando me perguntam "Como estás?". Ou que nem sequer precisam de me perguntar porque basta olharem para a minha cara e sabem logo se estou bem ou mal. E que não importa há quanto tempo estivemos juntos, os seus sentimentos por mim nunca vão mudar e nunca se vão deixar de importar comigo, mesmo que se passem anos sem nos vermos. Que estão comigo nos momentos difíceis, como à porta de uma instituição no pico do Inverno. No velório do meu pai. Ou mesmo no dia do funeral. Que me perguntam se quero que me façam comida ou outra coisa qualquer. Que me abraçam com muita força quando choro. Que riem comigo quando estou estupidamente feliz. Que não ficam zangados da vida comigo quando digo que têm um riso de King-Kong. Que aprendem sueco comigo. Que vão para Estocolmo comigo e que não dormem enquanto não chego a casa. Que compram um outro bilhete para regressarem no mesmo avião que eu a Espanha.Que rezam por mim. Que me escrevem quando sabem que estou triste ou feliz ou mesmo sem terem razão nenhuma para escrever. Que partilham segredos comigo no escritório. Que dividem comigo as coisas que lhes dão porque não sabem se me vão dar a mim também. Que pensam sempre em mim. Sempre. Que me apoiam, que me dizem que os meus sonhos se vão tornar realidade mesmo quando até um cego vê que isso é impossível. Não faz mal. Sei que o fazem porque sabem que em certas alturas este meu coração fica do tamanho de uma ervilhinha e não consegue aguentar mais nenhuma tristeza.

Gosto da minha família. Gosto de me reconhecer ou ver em tudo o que faz, de ser tão parecida e, ao mesmo tempo, tão diferente de mim. Gosto quando posso fazer alguma coisa que lhe mostre o quanto é importante para mim. Assusta-me quando quer que ganhe asas para voar e que siga a minha vida , quando me quer recusar o conforto e segurança do ninho, quando acha que chegou a altura de eu partir. Não gosto que me censure quando não tomo conta da minha saúde ou faço alguma coisa mal e, ao mesmo tempo, é quando gosto mais dela. Gosto que me tenha ensinado a ser como sou, a ter valores , a pensar nos outros, a receber os outros no meu coração sem reservas. Gosto do amor que se sente na minha família, tão palpável que até quem nao é da família o sente.Gosto que a minha família me leve a tentar ser sempre melhor, a fazer melhor hoje do que fiz ontem e um bocadinho menos hoje do que farei amanhã. Gosto da minha família porque vai gostar sempre de mim, enquanto o mundo for mundo. Porque, tão certo como a noite seguir-se ao dia, irá ajudar-me a levantar quando eu tentar e falhar. E porque se vai sentar na primeira fila a aplaudir quando eu não falhar. E era tão bom que só houvesse momentos desses a partir de hoje para mim e para todos os que vivem no meu coração...

E oxalá eu consiga retribuir devidamente todo este amor que me sustém...Amo-vos a todos!!!!
 

Tuesday, July 18, 2006

Esta distância que nos separa. Ou uma amizade que cresce a cada dia. As palavras que a alimentam. A magia de cada conversa. Há coisas que não podemos definir. Que tinham mesmo de acontecer, por estarem no nosso destino. O encontrarmo-nos com certas pessoas. O viver certas coisas que nos fazem mudar para sempre. O crescer a cada dia ou a cada nova pessoa que encontramos. O que damos aos outros de nós mesmos. Ou o que calamos fundo na alma, por não haver palavras suficientemente "grandes" onde caiba tanto sentimento.

Sunday, July 16, 2006

Ela folheava recordações como quem folheia um livro. Pegava nas memórias como quem pega em velhas fotografias. Cantava músicas que mais ninguém conhecia como quem ouve um disco com baladas há já muito esquecidas...
No seu sorriso seguro adivinhavam-se inúmeros segredos que nunca contava. Nos seus olhos moravam confissões guardadas com carinho, que lhe foram feitas por entre lágrimas e risos, em dias e noites que faziam o mundo todo ser pequeno demais para tanto sentir.

No entanto, no dia em que partiu, ninguém notou. Sentiram, de facto, um certo desconforto na alma, uma ansiedade vaga, uma certa saudade de algo que não sabiam definir.

Até ao dia em que, eles próprios, necessitaram partilhar uma recordação, evocar uma memória, falar de uma canção feita pelas suas almas... Quando descobriram que já lá não estava quem ouvia os seus segredos e que não iam poder voltar a confessar coisas que seriam inconfessáveis a qualquer outra pessoa...

Foi nesse dia que aprenderam o significado da palavra eternidade.

Wednesday, July 12, 2006

Encanta-me conhecer pessoas novas. Talvez porque ha' sempre tanto a descobrir em cada pessoa que conhecemos. Saber porque estao a cruzar a nossa vida, porque sao como sao, pelo que passaram para que se tornassem assim.
Ontem foi um dia de certezas. Daquelas que nos assaltam a alma, assim quando menos esperamos, e, de repente, estamos absolutamente seguros de alguma coisa.

Ao mesmo tempo, tento entender o que leva certas pessoas a abrirem-se tanto comigo, a partilhar tanto das suas vidas quando ainda agora acabamos de nos conhecer...e ja' nao me espanto quando isso chega a acontecer com fornecedores, clientes, pessoas com quem nunca imaginei vir a ultrapassar a barreira do profissionalismo e da formalidade...Tambem nao me importo quando esses limites sao ultrapassados, sei que nao fui talhada para um mundo artificial, de aparencias, de regras sociais...sei circular nesse mundo se tiver de o fazer, obviamente, mas e' algo que evito a todo o custo.
Que posso dizer em relacao a isto, em minha defesa, se e' que e' necessario defender-me de algo assim? Gosto de pessoas, gosto dos sentimentos que me provocam. Gosto de sentir que nao ando sozinha, que a minha vida toca a de tantas pessoas de quem gosto, de quem gosto muito, muito, muito! Que todos os dias me ensinam alguma coisa ou me fazem rir ou pensar. Ou que eu tenho esse efeito nelas...
Acho mesmo que o mundo e' um circulo de amor. E 'a medida que vou deixando cada vez mais novos amigos entrarem nesta minha "roda" ja' nao me sinto tao perdida , encontro uma bussola para me guiar naqueles dias que, de tao cinzentos, 'as vezes nem consigo ver o caminho.
Quando era pequena, tentava imaginar o que era ser adulto. Nao fazia a minima ideia do que e' ser adulto, sei-o agora. Para o bem e para o mal. Nao, nao posso fazer sempre tudo aquilo que quero. Mas, nos momentos mais importantes, sou dona e senhora dos meus dias e noites. Dos caminhos que escolho, apesar das condicionantes. Mas tambem aprendi que crescer e' descobrir que a cada dia que passa nos sentimos mais presos ao que temos, ao que queremos adquirir, 'as pessoas que conhecemos ou que sonhamos em encontrar. Mas que e' essa mesma prisao que nos torna a pessoa que somos e que nos da' liberdade. Parece contraditorio, eu sei. Mas para mim nao o e'. Eu acredito na liberdade quando se ama. Como fiz com o pardal que criei e que libertei para que fosse feliz. Por mais que o quisesse ter para sempre comigo, nao podia obrigar o seu coracao a uma realidade que em nada tinha a ver com o seu destino.
E eu acredito no destino. Em encontrarmos as pessoas certas, que escolhem ficar connosco porque o seu coracao lhes diz que encontraram a companhia certa para esta viagem. O apoio nos momentos dificeis. O riso nos momentos de alegria. E isso e' exactamente o que tenho recebido e dado nesta vida...

Tuesday, June 13, 2006

"The Invitation

It doesn't interest me what you do for a living. I want to know what you ache for, and if you dare to dream of meeting you heart's longing.

It doesn't interest me how old you are.I want to know if you will risk looking like a fool for love, for your dream, for the adventure of being alive.

It doesn't interest me what planets are squaring your moon.I want to know if you have touched the center of your own sorrow, if you have been opened by life's betrayals or have become shriveled and closed from fear of further pain. I want to know if you can sit with pain, mine or your own, without moving to hide it or fade it or fix it.

I want to know if you can be with joy, mine or your own, if you can dance with wildness and let the ecstasy fill you to the tips of your fingers and toes without cautioning us to be careful, to be realistic, to remember the limitations of being human.

It doesn't interest me if the story you are telling me is true. I want to know if you can disappoint another to be true to yourself; if you can bear the accusation of betrayal and not betray your own soul; if you can be faithless and therefore trustworthy.

I want to know if you can see beauty, even when it's not pretty, every day, and if you can source your own life from its presence.

I want to know if you can live with failure, yours and mine, and still satnd on the edge of the lake and shout to the silver of the full moon, "Yes!"

It doesn't interest me to know where you live or how much money you have. I want to know if you can get up, after the night of grief and despair, weary and bruised to the bone, and do what needs to be done to feed the children.

It doesn't interest me who you know or how you came to be here.I want to know if you will stand in the center of the fire with me and not shrink back.

It doesn't interest me where or what or with whom you have studied. I want to know what sustains you, from the inside, when all else falls away.

I want to know if you can be alone with yourself and if you truly like the company you keep in the empty moments.


Oriah Mountain Dreamer"

Monday, June 12, 2006

O outro lado do coração ---

Deixar-me seguir num sentimento, sem pensar no amanhã, no que vai ser depois. Se a vida é tão curta como dizem, como a adivinho, porque não gozá-la? Por quê esta preocupação constante com o pensar se é certo , se parece mal ou bem?
A pouco e pouco, aprender a libertar-me...a saber partir, a saber deixar de me entregar tanto aos outros e tão pouco a mim própria...

Sunday, June 11, 2006


 Das poucas vezes em que achei que um questionario de Internet acertou...

"What kind of eyes do you have?

You have eden eyes. Eden is the color of water. Your eyes symbolize your great flexibility. You are a creative person. You can think of many good ways to get your point across to people as you have very good communication abilities. When someone feels down or is hurt, you have the remarkable ability to help them and heal them. If you have too little going on in your life, you may be withdrawn and depressed, timid, manipulative, unreliable, stubborn, or suspicious. Some words to describe you: peaceful, sincere, affectionate, tranquil, intuitive, trustworthy, pure, loyal, healing, and stable."